• Níveis críticos de poluição
Exames realizados por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) confirmaram um alto índice de contaminação nas águas do Córrego Santa Bárbara, em Padre Bernardo, após o desmoronamento da pilha de resíduos do Aterro Ouro Verde.
Os resultados mostraram que os níveis de demanda química de oxigênio (DQO) e fósforo total estão muito acima do limite permitido pelas resoluções ambientais vigentes, indicando a presença anormal de matéria orgânica e risco de desequilíbrio ecológico no curso d’água.
• Desastre ambiental
O desastre ambiental ocorreu quando centenas de toneladas de lixo atingiram áreas de preservação permanente e contaminaram tanto o Córrego Santa Bárbara quanto o Rio do Sal, onde ele deságua. A situação tornou a água desses mananciais imprópria para consumo humano e para atividades agrícolas ou recreativas.
A empresa responsável, a Ouro Verde Construções e Incorporações Ltda, operava o aterro sem licença ambiental, o que já havia sido considerado temerário pela Semad e pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).
• Bloqueio judicial de R$ 17 milhões
Diante da gravidade da situação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 17 milhões das contas bancárias dos donos do lixão, como forma de garantir recursos para a recuperação ambiental da área degradada.
Embora o impacto não tenha atingido o Rio Descoberto — principal fonte de abastecimento de água para Padre Bernardo e para mais de 60% da população do Distrito Federal — os danos à bacia do Santa Bárbara e do Rio do Sal são considerados significativos e de longo prazo.
A denúncia do caso foi feita pelo Goiás24Horas ainda em maio, antecipando os riscos que agora se confirmam nos laudos oficiais.

















