• Tchutchuca
Quando o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), denunciou uma máfia do lixo operando dentro do governo Caiado — e apontou a secretária Andréa Vulcanis como a engrenagem central desse esquema — o governador não moveu uma palha.
Mabel falou em interesses escusos para inviabilizar o aterro da capital e elevar os custos do descarte. Mesmo assim, Caiado (UB) não se manifestou, não cobrou explicações e manteve tudo como estava.
• Tigrão
Já o prefeito Hugo do Laticínio (Podemos), de Pires do Rio, denunciou o superfaturamento de R$ 75 milhões em 12,4 km de asfalto.
A obra foi feita pela empresa Nutriza Agroindustrial de Alimentos S/A., ligada à ex-prefeita Cida Tomazini — do União Brasil, mesmo partido de Caiado, que foi derrotada nas urnas por Hugo.
A rodovia foi vendida ao povo goiano três vezes a mais do valor de mercado, conforme denúncia do prefeito.
Ao invés de apurar, Caiado reagiu com fúria: atacou, desqualificou e permitiu perseguição institucional contra o prefeito.
• Truculência partidária
Quando a denúncia parte de aliados, Caiado finge que não vê. Mas quando vem de adversários, a resposta é arrogância, ameaça e tentativa de silenciamento.
Essa lógica autoritária — que protege aliados e persegue adversários — tem nome antigo: coronelismo. E nem sempre o cabresto é aceito.
Cristiano Silva
Editor

















