• Indignação
O governo brasileiro enviou nesta quarta-feira (16) uma nova carta ao governo dos Estados Unidos manifestando “indignação” com a tarifa de 50% imposta sobre produtos brasileiros.
O documento, assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira, cobra uma resposta a uma proposta confidencial enviada em maio — que sugeria caminhos de negociação para evitar o agravamento da tensão comercial entre os dois países.
• Fatos contra argumentos
Na carta, o Brasil rebate o argumento usado por Donald Trump para justificar a tarifa. O ex-presidente americano afirmou que o Brasil causa prejuízos comerciais aos EUA.
Mas, segundo dados oficiais citados na correspondência, nos últimos 15 anos o déficit acumulado foi de quase US$ 410 bilhões contra o Brasil. Ou seja, quem sai ganhando historicamente na balança comercial é justamente os Estados Unidos, e não o contrário, como tenta fazer crer o discurso eleitoral de Trump.
• Impacto
O texto alerta para o impacto “muito negativo” da medida em setores importantes das duas economias, prejudicando uma relação histórica de parceria.
O apelo diplomático foi endereçado ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio, Jamieson Greer.
O Planalto ainda aguarda qualquer tipo de resposta. E, até agora, o silêncio americano tem sido tão expressivo quanto a tarifa.

















