• O que disse Bolsonaro?
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou na manhã desta sexta-feira (18), em entrevista coletiva convocada após ser alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação também determinou o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar em horários e dias específicos, além da proibição de contato com investigados, incluindo seu filho, Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro afirmou que está sendo alvo de “humilhação suprema”.
• Críticas
Durante a entrevista, Bolsonaro questionou a origem do inquérito e minimizou a acusação de tentativa de golpe.
Citou conversas envolvendo o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e classificou a decisão do STF como retroativa: “Começaram pelo telhado da casa e agora voltam até uma live de julho de 2021”, disse.
O ex-presidente também reiterou críticas às urnas eletrônicas e disse que a atenção dada a ele incomoda setores do Judiciário.
• Restrição familiar
Ao comentar a proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro, ele afirmou: “Não posso falar com meu próprio filho. Qual crime ele está cometendo nos Estados Unidos? Está atentando contra a democracia brasileira no Parlamento norte-americano?”
Segundo ele, a atuação do filho fora do país não configura crime e não justificaria medidas restritivas.
Afirmou ainda que seus advogados estão tentando acessar o conteúdo do inquérito que envolve Eduardo.
• Taxação de Trump
Sobre a recente taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos, Bolsonaro negou ter influenciado ou articulado pressões e disse que a medida foi direcionada ao mundo todo.
Afirmou que mantém boa relação com o presidente Donald Trump e que, caso ainda estivesse no cargo, teria conseguido negociar isenções semelhantes às obtidas por países como Argentina, Índia e China.

















