• A verdadeira motivação
Aos poucos a verdadeira motivação do presidente Donald Trump vai mostrando suas garras. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já cumpriu seu papel nos planos dos EUA e agora a máscara das sanções e taxação vai mostrando sua face.
O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, revelou nesta quinta-feira (24) que o diplomata Gabriel Escobar, encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, voltou a manifestar o interesse do governo Trump nos minerais críticos e estratégicos (MCEs) do Brasil.
Essas riquezas, essenciais para chips, baterias e transição energética, incluem elementos do grupo das chamadas “terras raras”, altamente valorizadas na geopolítica global. Brasil e China concentram as maiores reservas do planeta.
• Soberania ameaçada
Em resposta, o presidente Lula subiu o tom e mandou um recado direto a Trump: “Aqui ninguém põe a mão!”. Os minerais brasileiros são explorados em apenas 27% do território brasileiro, e mesmo assim já é considerado como 5º maior do mundo. Cerca de 44% da riqueza brasileira vem desses minerais.
Durante discurso inflamado, Lula defendeu o controle nacional sobre o território e seus recursos: “Temos 8,5 milhões de km² para proteger, 12% da água doce do mundo, o maior bioma do planeta, petróleo, ouro e os minerais ricos que vocês querem”.
O petista ressaltou que a soberania brasileira é inegociável e que o país pertence ao seu povo.
• Negociação
Apesar da tensão, Lula deixou a porta aberta para o diálogo, desde que com respeito mútuo. “Nós somos donos do nosso nariz. Se quiserem negociar, estamos prontos. Mas com respeito à nossa soberania”, afirmou.
O presidente também criticou a postura imperialista de Trump, dizendo que ele foi eleito para liderar os Estados Unidos, não o mundo. “Queremos comércio, não submissão”, concluiu.

















