• Reconhecimento internacional
O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28/07) pela FAO, braço da ONU para alimentação, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares, na Etiópia.
Segundo o relatório SOFI 2025, o país atingiu o índice de menos de 2,5% da população em situação de subnutrição, considerando o triênio 2022–2024. É uma mudança expressiva diante dos 33 milhões de brasileiros que enfrentavam a fome em 2022.
• Combate à pobreza
A recuperação em apenas dois anos foi impulsionada por políticas públicas como o Bolsa Família, o incentivo à geração de emprego e renda e o apoio à agricultura familiar.
A ampliação do acesso à alimentação saudável e o fortalecimento de programas sociais foram essenciais na reversão da insegurança alimentar.
• Merenda fortalecida
Gerido pelo FNDE, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) teve papel central na estratégia. O programa atende mais de 40 milhões de estudantes da rede pública e passou a priorizar alimentos da agricultura familiar, em especial de comunidades tradicionais e mulheres agricultoras.
O cardápio escolar está sendo reformulado para reduzir o consumo de ultraprocessados e ampliar alimentos frescos.
• Investimento
O investimento anual no PNAE supera R$ 5,5 bilhões e contribui para saúde, educação e economia local. “É uma política que conecta segurança alimentar, saúde e desenvolvimento”, afirma Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE.
A saída do Mapa da Fome, pela segunda vez na história, reforça a importância de políticas estruturantes no combate à miséria.

















