Paralisação
• Cerca de 600 médicos credenciados ao Detran-GO iniciaram nesta quarta-feira (30), uma paralisação de 72 horas, até na próxima sexta-feira, por deliberação da categoria em assembleia realizada no dia 21.
• A paralisação mantém apenas atendimentos inadiáveis, conforme determina a lei.
Reivindicações
• A paralisação cobra reposição inflacionária de honorários congelados há mais de 9 anos — atualmente em R$ 90 por consulta — e melhorias estruturais nas condições de trabalho.
• O Sindicato dos Médicos afirma que as tentativas de negociação com o governo desde 2023 foram ignoradas, e que só houve diálogo quando houve indicativo de paralisação.
Clima de confronto
• Nos dias 15 e 16 de julho a categoria fez uma paralisação de 48 horas.
• Na ocasião, o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir Soares, ameaçou suspender os médicos e afirmou que “não iria tolerar” greves de credenciados, mesmo que não tenham vínculo empregatício.
• “Eles não podem fazer greve”, declarou Waldir, alegando que há profissionais com “ganhos acima de R$ 30 mil” e que o valor de R$ 90 seria suficiente por uma “consulta de 1 ou 2 minutos”.
Resposta do sindicato
• O SIMEGO classificou as falas como autoritárias e antidemocráticas. Reforçou que o credenciamento não anula o direito à mobilização e que a paralisação segue todos os critérios legais.
• O sindicato também rebateu as comparações com clínicas populares, destacando que exames periciais exigem responsabilidade técnica, normas legais e risco jurídico.

















