• E agora Caiado?
Enquanto o governador Ronaldo Caiado (UB) repete nos palanques que Goiás é “o estado mais seguro do Brasil”, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, sancionou nesta quarta-feira (30) uma nova lei para restringir o horário de funcionamento das distribuidoras de bebidas alcoólicas.
A justificativa da prefeitura: conter a escalada da violência urbana. O contraste com a narrativa do governo estadual chama atenção — e expõe a insegurança crescente nas noites da capital.
• Restrição do Mabel
A nova regra determina que as distribuidoras só poderão atender presencialmente das 5h às 23h59. Após esse horário, apenas entregas por delivery estarão autorizadas. Os estabelecimentos terão 90 dias para se adaptar.
A medida, proposta pelo vereador Sargento Novandir, recebeu apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Ministério Público, que vinham alertando para o uso de distribuidoras como pontos de aglomeração e violência.
• Onda de violência
Segundo o Comando de Policiamento da Capital, 40% dos homicídios em Goiânia ocorreram nas imediações de distribuidoras no último ano. Relatos incluem execuções, espancamentos e assassinatos por dívidas ou desentendimentos banais.
A decisão municipal surge dias após a prefeitura abrir licitação para alugar um carro blindado para o gabinete do prefeito — outra indicação do agravamento da insegurança.
• Propaganda desmontada
A incoerência entre a propaganda estadual e as ações municipais deixa no ar uma pergunta incômoda: se “bandido não se cria em Goiás”, como insiste o governador, por que a capital precisa recorrer a medidas emergenciais para conter a violência?
A nova lei evidencia que, longe dos holofotes da propaganda, a realidade nas ruas de Goiânia é bem mais sangrenta.

















