• Carne
Com a taxação de 50% sobre produtos brasileiros mantida por Donald Trump, o setor da carne projeta uma estratégia para evitar perdas: manter o gado sem abate até negociar exportações com outros mercados.
A medida, se confirmada, pode reduzir a oferta interna e até elevar os preços. Para especialistas como Maurício Nogueira (Atenagro) e Tiago Carvalho (USP), o impacto será indireto, mas real.
• Frutas
Diferente da carne, frutas como manga e uva já foram colhidas e preparadas para exportação. Como os EUA são o principal destino, e a janela de embarque é curta, produtores temem não conseguir redirecionar os lotes.
O mercado interno pode absorver parte da carga, com possível queda nos preços, mas as perdas para o setor devem ser expressivas.
• Café
O café, do qual um terço do consumo americano vem do Brasil, também entrou na lista de produtos taxados. Embora a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) ainda acredite em um acordo, especialistas alertam que mudanças no gosto do consumidor dos EUA e a dependência do mercado americano tornam o cenário arriscado.
A curto prazo, no caso do café, o impacto pode ser amortecido. Mas, caso não haja isenção, exportadores já miram países asiáticos como alternativa. A China surge como destino possível.

















