• Privatização urbana
Depois de sugerir a terceirização da educação infantil, o prefeito Sandro Mabel (UB) agora pretende privatizar parques e mercados municipais de Goiânia.
A proposta é conduzida pelo Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC), que já começou os estudos para concessão à iniciativa privada. A promessa oficial é de mais “eficiência”.
• Lazer barrado
Entre os parques cotados para privatização estão Areião, Mutirama, Lago das Rosas e Vaca Brava — todos tradicionais espaços de lazer gratuito da população.
O problema é que, mesmo sob gestão pública, já se nota um movimento de exclusão. Piqueniques populares foram recentemente barrados pela Guarda Municipal.
Artistas do hip-hop também foram retirados à força de parques da cidade.
• Mercado ameaçado
O estudo de concessão também atinge oito mercados municipais, incluindo o Mercado Central, o da Rua 74, o Aberto, o Centro-Oeste, além dos comércios de Campinas, Vila Nova e Setor Pedro Ludovico.
Permissionários, muitos com décadas de trabalho nesses espaços, vivem agora a incerteza quanto ao futuro.
• Higienismo velado
A historiadora Márcia Daniele, em entrevista ao Goiás24Horas, alerta para uma política velada de “higienismo urbano”, que vem moldando a cidade para a elite.
Se hoje o povo pobre já é expulso dos parques por segurança pública, o que esperar de uma Goiânia com os espaços públicos nas mãos de empresários?

















