• Comunicado tóxico
A Embaixada dos Estados Unidos classificou Alexandre de Moraes como “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”.
O comunicado, reproduzido pela conta do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, reforçou que cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com o ministro do STF.
O texto alerta ainda que estrangeiros que ofereçam apoio material a supostos violadores de direitos humanos também podem ser alvo de sanções.
• Contexto Político
Moraes se tornou alvo direto do governo Donald Trump num momento em que atua como relator do processo contra Jair Bolsonaro (PL) no Supremo, que apura tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
A ofensiva dos EUA vem na esteira de articulações bolsonaristas no país, que envolveram o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e resultaram na abertura de inquérito no STF.
Trump chegou a enviar carta a Bolsonaro pedindo o fim imediato do processo. O ministro, porém, afirmou que seguirá conduzindo as ações, analisando provas e julgando conforme a lei.
• Reação
Em resposta, o ministro Flávio Dino, também do STF, proibiu nesta segunda-feira (18) que empresas e órgãos que operam no Brasil apliquem restrições baseadas em atos unilaterais estrangeiros, como sanções administrativas ou bloqueio de contratos.
Paralelamente, o Itamaraty informou que enviará ao governo Trump a resposta formal do Brasil sobre a investigação comercial aberta pelos EUA, que acusam o país de práticas desleais. O documento é elaborado por uma força-tarefa interministerial.

















