sexta-feira , 6 março 2026
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Megaoperação da PF mira PCC no esquema de R$ 7 bilhões e meio em combustíveis; crime organizado operava também em Goiás

• Esquema bilionário

Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28) mira mais de 350 alvos ligados a um esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis.

Segundo as investigações, o grupo criminoso é suspeito de adulteração de combustíveis, crimes ambientais, fraude fiscal, estelionato, lavagem de dinheiro e manipulação de preços. O prejuízo estimado chega a R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

• Fraude no metanol

O eixo central do esquema passava pela importação irregular de metanol, desviado do Porto de Paranaguá (PR) com notas fiscais falsas e transportado clandestinamente para postos e distribuidoras em vários estados, inclusive Goiás.

O produto, tóxico e inflamável, era usado para adulterar combustíveis. Consumidores teriam sido lesados com fraudes quantitativas (menos combustível na bomba) e qualitativas (gasolina adulterada).

• Postos e ameaças

Mais de 300 postos estão sob suspeita. Proprietários que venderam estabelecimentos à rede criminosa não receberam os valores combinados e foram ameaçados de morte ao cobrar.

Os lucros ilícitos foram lavados por meio de “fintechs criminosas”, shell companies e fundos de investimento, financiando até usinas sucroalcooleiras.

• Ação integrada

A operação envolve a Receita Federal, ANP, Ministério Público, Procuradoria-Geral de São Paulo, secretarias fazendárias e polícias civis e militares. O CIRA/SP determinou o bloqueio de bens para recuperar os R$ 7.672.938.883,21 bilhões sonegados.

O Ministério Público afirma que a atuação do PCC no setor “é permanente e estruturada para se infiltrar na economia formal”.

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