• Ofício polêmico
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, enviou ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo para exercer o mandato à distância e evitar cassação por faltas.
Alegou perseguição política e citou o ministro Alexandre de Moraes (STF), acusando-o de instaurar “terror e chantagem”. Eduardo defende que, assim como no período da pandemia, a atuação remota deve ser aceita diante do que chama de “crise institucional”.
• Defesa e acusações
No documento, Eduardo afirmou que sua permanência no exterior começou como viagem privada, mas evoluiu para exílio forçado após rumores de cassação de passaporte.
Ele argumenta ser “o parlamentar brasileiro com maior respeitabilidade no exterior” e insiste que não se pode transformar a Câmara em “cúmplice de regime ditatorial”. Na semana passada, ele e Jair Bolsonaro foram indiciados pela PF por obstrução do processo sobre a trama golpista.
• Conselho de Ética
Hugo Motta afirmou que dará a Eduardo o mesmo tratamento dos demais parlamentares. No dia 15, enviou quatro representações contra ele ao Conselho de Ética. Em entrevistas, criticou o deputado por “atuar contra a economia brasileira”.
Nos EUA, Eduardo tem feito lobby junto ao governo Trump para impor sobretaxas ao Brasil e sanções a ministros do STF, como Alexandre de Moraes.

















