quinta-feira , 23 abril 2026
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Pirenópolis: sem conseguir apresentar laudos que justifiquem a demolição do Cavalhódromo, Caiado ataca a honra do presidente do Iphan e é processado criminalmente por fake news, calúnia e difamação

• Acusações falsas de Caiado

No dia 14 de setembro de 2025, durante um ato em Pirenópolis, o governador Ronaldo Caiado acusou o presidente do Iphan, Gilvane Felipe, de “inveja” e “perseguição política” por supostamente criar empecilhos à construção do novo Cavalhódromo.

• Honra atacada

Segundo a denúncia, as falas proferidas pelo governador foram falsas e ofensivas, atingindo diretamente a honra, a dignidade e a imagem de Gilvane.

A estratégia, de acordo com o advogado José Maycon do N. Moreira, buscou desgastá-lo perante a população local, instrumentalizando sua função pública em um contexto de disputa política.

• Governo da bagunça

Os autos do processo revelam que todos os atos do Iphan foram pautados em análises técnicas. O instituto avaliou o projeto do Cavalhódromo a partir de pareceres de corpo profissional especializado, em estrita observância à legislação de preservação cultural, urbanística e ambiental.

• Pareceres emitidos

Desde março de 2024, quando recebeu da Secretaria de Cultura de Goiás a consulta sobre o projeto, o Iphan emitiu três pareceres técnicos.

Todos apontaram a necessidade de complementação documental, ajustes arquitetônicos e adequações, incluindo apresentação de ARTs e RRTs dos profissionais responsáveis e detalhamento do plano de demolição.

• Processo criminal

Diante do ataque público de Caiado e da ausência de respaldo fático ou jurídico nas acusações, Gilvane Felipe decidiu ingressar com processo criminal contra Caiado.

Para ele, a tentativa de politizar a atuação do Iphan e vinculá-lo a adversários do governo foi um atentado à sua honra e à autonomia técnica do órgão federal.