• O fato
Enquanto Caiado (UB) insiste em afirmar que não há crime organizado em Goiás — e exibe confrontos, muitos forjados, operações policiais contra pequenos ladrões como troféus de segurança pública —, o Primeiro Comando da Capital (PCC) se instalou silenciosamente no Estado.
Sob o nariz do governo, a facção fincou raízes empresariais, movimentando milhões em combustíveis e recebendo, inclusive do governo Caiado, R$ 265 milhões em incentivos fiscais do programa Produzir para uma usina de Porteirão (GO), investigada no esquema.
• Mapa do crime em Goiás
Reportagem especial do site G1, neste sábado (4), revela que o PCC estruturou uma complexa rede de postos de combustíveis em Goiás, com bases em Goiânia, Jataí, Rio Verde, Morrinhos, Catalão, Senador Canedo e Abadiânia.
À frente do esquema está Mohamad Hussein Ali Mourad, suspeito de comandar a lavagem de dinheiro da facção. Ele criou empresas em nome de familiares e laranjas para mascarar o lucro do tráfico.
• Laranjas
O irmão de Mohamad, Armando Hussein Ali Mourad, aparece como responsável direto por diversos postos com bandeira branca, como o Posto Futura JK em Jataí e o Auto Posto Infinity em Morrinhos.
Já o primo Himad Abdallah Mourad foi diretor de uma companhia que controlava 103 postos e sócio de uma locadora de veículos. Segundo a investigação, um de seus fundos de investimento registrava saldo superior a R$ 53 milhões.
• Combate a pebas
Enquanto o governador promove discursos sobre “combate à criminalidade”, caçando pebas, a realidade em Goiás é preocupante: o crime organizado se legalizou em CNPJs, contratos e incentivos fiscais dados pelo próprio Caiado. A presença do PCC em solo goiano é um fato!

















