• O que mudou?
O deputado estadual Paulo Cezar Martins (PL) sempre foi um dos mais duros críticos do governo Ronaldo Caiado (UB). Chegou a enfrentar processo movido pelo próprio governo, quase perdeu o mandato e denunciou perseguição política.
Agora, surpreendentemente, aparece ao lado de Daniel Vilela (MDB), vice-governador e provável sucessor de Caiado em 2026. A mudança repentina intriga o meio político.
• Discurso
PC MArtins, que por anos se apresentava como fiel aliado de Jair Bolsonaro, agora elogia o projeto de Daniel Vilela.
Em entrevista ao Goiás24Horas, o deputado afirmou que “nunca esteve dentro do PL” e que o partido “nunca o convidou para reunião”.
Ele disse ter sido “convidado a sair” da legenda e que está buscando uma nova casa política.
• Declaração forte
Questionado sobre seu destino, Paulo Cezar respondeu: “A gente tem de ter propósito. Não pode ficar em cima do muro para levar tiro dos dois lados. E a gente não tem de ser fascista. Ó, fascista, não. Não é comigo.”
Pergunta: quem é fascista no PL goiano? O que responderá o presidente estadual Wilder Moraes, que também é pré-candidato ao governo?
• Sem querer querendo
O deputado garante que “não vai para a base de Caiado”, mas apoia Daniel Vilela, justamente o vice de Caiado e candidato natural do grupo. Um paradoxo difícil de explicar. O parlamentar que acusava o governo de perseguição agora se aproxima de quem o representa.
Nos bastidores, aliados afirmam que PC busca sobrevivência eleitoral e legenda segura para disputar a reeleição. O próprio deputado confirmou conversas com o PSD de Vanderlan Cardoso, a quem diz votar “por obrigação”.
• Perguntas abertas
A política goiana tem dessas ironias: ontem inimigos, hoje aliados. Mas algumas perguntas persistem: mudou o Paulo Cezar ou o conceito de fascismo em Goiás? O que dirá agora o nobre deputado sobre a taxa do Agro?

















