• Ação do MP
O Ministério Público de Goiás protocolou nesta segunda-feira (13) uma ação civil pública confirmando o que o Goiás24Horas vem denunciando há três meses: o vínculo político e pessoal do Armando Leite Hollenberg, presidente do IFAG, com o governo Ronaldo Caiado.
A organização social foi escolhida, sem chamamento público, para receber R$ 3 bilhões da taxa do Agro, sob o pretexto de executar obras rodoviárias sem licitação.
• Vínculos políticos
Segundo a promotora Leila Maria de Oliveira, Armando foi superintendente de desenvolvimento agrário e fundiário e chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no governo Caiado.
Ele também integra o Conselho da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), presidida por Gracinha Caiado, e mantém laços diretos com José Mário Schreiner, líder da FAEG e aliado histórico do governador.
Como escalar um amigo, compadre e servidor comissionado para dirigir uma OS e fazer a gestão desse dinheiro público? Está na cara que é maracutaia.
• Organização criminosa?
O IFAG foi montado como instrumento político do grupo Caiado-Schreiner. A operação bilionária sem licitação representa um “modelo de gestão paralela” do Estado.
O STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, já concedeu liminar suspendendo as obras, reconhecendo o risco de dano ao erário. Estima-se que quase R$ 1 bilhão já tenha sido pago.
• Ressarcimento e punição
A ação civil do MP pede a nulidade da contratação, a devolução dos valores já gastos e a condenação por improbidade administrativa dos responsáveis, incluindo empresas executoras.

















