• Punhal nas costas
O deputado Paulo Cezar Martins (PL) mal desembarcou na base do governo, após reunião com o vice-governador Daniel Vilela (MDB), e já sentiu o golpe da traição.
Poucos dias depois de declarar que “não é fascista” e elogiar o diálogo com Daniel, o MDB e o União Brasil, por meio da advogada Anna Vitória Caiado, filha do governador, ingressaram na Justiça com um agravo para cassar o mandato do parlamentar.
• Decisão do TSE
A tentativa de cassação ocorre mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter arquivado definitivamente o processo sobre suposta fraude à cota de gênero na chapa do PL em 2022.
A decisão do ministro Kassio Nunes Marques confirmou a legalidade das candidaturas de Paulo Cezar, Eduardo Prado e Major Araújo, reconhecendo que o partido adotou medidas eficazes para cumprir as exigências da lei eleitoral.
• Reação política
O episódio gerou forte tensão na Assembleia Legislativa de Goiás. Deputados veem a ofensiva do MDB e do União Brasil como retaliação política a Paulo Cezar, que recentemente havia se aproximado do grupo governista.
“O ministro demonstrou profundo conhecimento dos autos”, disse o parlamentar, aliviado pela decisão do TSE, mas surpreso com a nova ofensiva judicial — que expõe as fissuras entre as bancadas da base aliada.

















