• Tartaruga oficializada
No artigo publicado neste sábado (18) no Jornal O Popular, a jornalista Cileide Alves lança uma pergunta incômoda: por que a Goinfra se transformou em uma tartaruga no governo Caiado?
A reflexão surge após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as obras sem licitação tocadas pela organização social IFAG, criada por aliados políticos do governador e abastecida com dinheiro da Taxa do Agro.
• A confissão do absurdo
Cileide vai direto ao ponto: ao justificar-se no STF, o próprio governo admitiu que a Goinfra levaria 96 anos para executar sua carteira de obras caso respeitasse o processo licitatório.
A jornalista interpreta essa alegação como um atestado público de incompetência — a confissão de que, sob a batuta de Pedro Sales, o órgão virou uma máquina emperrada, incapaz de cumprir sua função básica.
• Histórico de legalidade
O artigo lembra que a licitação nunca foi obstáculo para os antigos governadores. Marconi Perillo (PSDB) executou 711 obras licitadas entre 2011 e 2017, e antes dele, Iris Rezende e Maguito Vilela (MDB) também seguiram o caminho da legalidade.
Cileide alerta que, ao escolher o atalho do ilícito, o governo Caiado repete velhos vícios e cria novos perigos — o de legitimar a exceção como regra.
• Hipertrofia do poder
Ao analisar o cenário, Cileide Alves destaca que o Executivo goiano hipertrofia suas competências enquanto atrofia órgãos de controle, transformando a falta de transparência em política de Estado.
Aqui no Goiás24Horas, abrimos aspas: o modelo é o mesmo que produziu o superfaturamento do Hospital Cora, sob a OS de um compadre do Caiado, que levou R$ 2,4 bilhões de reais para fazer uma obra que vale R$ 250 milhões de reais. Um ciclo vicioso que mistura poder, omissão e dinheiro público — e ameaça a própria democracia.

















