• Os drones do CV
Criminosos usaram drones para lançar bombas contra policiais durante a megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, contra o Comando Vermelho.
Como o crime conseguiu avançar tanto? A resposta está no próprio Estado do Rio.
Rian Maurício Tavares Mota, cabo da Marinha, foi preso dentro do quartel da Força de Superfície, em Niterói (RJ), acusado de colaborar com o Comando Vermelho.
Segundo a investigação, o militar usava o próprio conhecimento técnico para ajudar a facção a adaptar drones para transportar e lançar granadas em confrontos com grupos rivais.
• Conversa com chefes do CV
Mensagens interceptadas pela polícia revelam diálogos entre o cabo e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho.
Em uma das conversas, Rian comenta sobre a compra de dispositivos para acoplar explosivos aos drones. Doca responde: “Demorou. Só vê a granada que nós coloca. Já é, vamos fazer o teste”.
• Planejamento e ataques
As investigações apontam que o militar auxiliava no monitoramento aéreo de inimigos e no comando de ataques com granadas em comunidades dominadas pelo CV. O equipamento era usado para localizar milicianos e traficantes rivais.
• Formação e especialização
Rian passou por curso de mergulhadores da Marinha, um dos mais rigorosos da corporação, e recentemente se matriculou em um curso de tiros de longa distância.
A investigação indica que o conhecimento adquirido foi repassado à facção criminosa, mostrando o envolvimento de profissionais treinados do Estado em atividades do crime organizado.

















