sexta-feira , 6 março 2026
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Entrar no morro matando resolve? Cabo da Marinha ajudou o Comando Vermelho a armar drones com granadas — o buraco é mais em cima

• Os drones do CV

Criminosos usaram drones para lançar bombas contra policiais durante a megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, contra o Comando Vermelho.

Como o crime conseguiu avançar tanto? A resposta está no próprio Estado do Rio.

Rian Maurício Tavares Mota, cabo da Marinha, foi preso dentro do quartel da Força de Superfície, em Niterói (RJ), acusado de colaborar com o Comando Vermelho.

Segundo a investigação, o militar usava o próprio conhecimento técnico para ajudar a facção a adaptar drones para transportar e lançar granadas em confrontos com grupos rivais.

• Conversa com chefes do CV

Mensagens interceptadas pela polícia revelam diálogos entre o cabo e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho.

Em uma das conversas, Rian comenta sobre a compra de dispositivos para acoplar explosivos aos drones. Doca responde: “Demorou. Só vê a granada que nós coloca. Já é, vamos fazer o teste”.

• Planejamento e ataques

As investigações apontam que o militar auxiliava no monitoramento aéreo de inimigos e no comando de ataques com granadas em comunidades dominadas pelo CV. O equipamento era usado para localizar milicianos e traficantes rivais.

• Formação e especialização

Rian passou por curso de mergulhadores da Marinha, um dos mais rigorosos da corporação, e recentemente se matriculou em um curso de tiros de longa distância.

A investigação indica que o conhecimento adquirido foi repassado à facção criminosa, mostrando o envolvimento de profissionais treinados do Estado em atividades do crime organizado.

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