• Tiros desconhecidos
Três fragmentos de balas que não partiram das armas da Polícia Militar foram encontrados no corpo de Lázaro Barbosa, segundo laudo microbalístico anexado ao processo que apura sua morte.
O documento, revelado pelo jornal O Popular, levanta novas dúvidas sobre o desfecho da operação que mobilizou o país em 2021 em uma operação milionária e midiática, quando o foragido foi morto após 20 dias de cerco policial em Cocalzinho de Goiás.
• Laudos questionam
O exame, solicitado pelo Ministério Público de Goiás, aponta que os projéteis de calibre 9mm e .40 não correspondem às cinco armas apresentadas pelos policiais envolvidos.
O corpo de Lázaro tinha 42 marcas de disparos, e as armas da PM registraram 125 tiros.
Um dos projéteis não identificados atingiu o lado esquerdo do peito; outro, as costas — a narrativa dos agentes envolvidos na morte é de confronto direto.
• Investigação falha
O MP pediu diligências complementares à Polícia Civil, alegando ausência de relatórios e depoimentos essenciais.
Segundo a promotoria, o inquérito carece de laudos periciais completos e informações. A delegada Rafaela Azzi, responsável pela investigação, foi cobrada a anexar novos documentos técnicos.
• Bravatas em xeque
As revelações enfraquecem a versão exaltada de um coronel que publicou um livro narrando suas fantásticas aventuras com Lázaro — nosso tom de ironia, claro.
O novo laudo, ao identificar tiros que não partiram da PM, coloca em xeque as bravatas transformadas em heroísmo literário, nas páginas sanguentas de Goiás.

















