Política
• O vice-governador Daniel Vilela, no exercício do governo durante uma das viagens de Ronaldo Caiado, vetou integralmente o projeto de lei que instituía o Campeonato Goiano de Futebol de Várzea, aprovado pela Assembleia Legislativa em 15 de abril de 2025. O veto contrariou a proposta do deputado Mauro Rubem (PT), que defendia a valorização do esporte amador como instrumento social, cultural e econômico em todo o Estado.
Contradições
• A decisão de Daniel Vilela, ex-atleta que se intitula desportista, ocorre no mesmo momento em que o governo estadual investe pesadamente no esporte profissional.
• Em 2025, o Estado repassou R$ 4,25 milhões para clubes do Campeonato Goiano, em parceria com a FGF, garantindo as transmissões pela TV Brasil Central.
• Paralelamente, o Autódromo Internacional Ayrton Senna passa por obras de cerca de R$ 100 milhões para sediar a MotoGP em 2026, sem contar os valores do contrato com a organização do evento que não foram divulgados.
“Razões” do veto
• Segundo o documento oficial da Casa Civil, anexado ao veto, a Secretaria de Esportes afirmou que o texto da lei não definia claramente quem executaria o campeonato, alegando risco de futuras despesas para o Estado.
• O parecer cita ainda a necessidade de observar limites do Regime de Recuperação Fiscal, obeservação que não é mais válida pois o estado deixou o RRF em maio, dois dias depois do assinatura do veto.
Reação na Assembleia
• O veto será votado em plenário na segunda-feira (17/11), em sessão que analisará vetos em bloco — mas Mauro Rubem já pediu destaque para votação individual.
• A CCJ aprovou parecer pela rejeição do veto, aumentando significativamente as chances de derrubada.
• Caso a Assembleia derrube o veto, o projeto será promulgado e virará lei, criando oficialmente o Campeonato Goiano de Futebol de Várzea.

















