• Piada
A articulação do governador Ronaldo Caiado para equiparar organizações criminosas ao terrorismo — movimento que ele vem fazendo em Brasília enquanto abandona a administração do Estado — foi barrada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
Segundo fonte ouvida nos bastidores, o pedido levado pelo grupo de Caiado foi recebido com forte resistência. A preocupação central era óbvia: classificar facções como terroristas abriria margem para ingerência internacional e criaria um problema diplomático desnecessário.
• O uso político da segurança
A votação do chamado PL Antifacção começou nesta terça-feira (18). Mas, em vez de debater o texto com seriedade, governadores que não conseguiram controlar o crime organizado em seus próprios estados tentam transformar o tema em disputa política contra o governo federal.
O caso é emblemático em Goiás. Embora o crime organizado tenha se expandido nos últimos anos — com laboratórios, usinas e redes de combustíveis investigadas — Caiado tenta empurrar a responsabilidade para Brasília enquanto busca capital eleitoral como pré-candidato à Presidência.
• Interesses do União Brasil
A proposta de equiparar facções a terrorismo foi apresentada pelo deputado Danilo Forte (União Brasil–CE), aliado político de Caiado.
O projeto foi acelerado na pauta da CCJ após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortos.
Segundo interlocutores, o governo Caiado pressiona pela tese para criar desgaste ao presidente Lula e reforçar o discurso de enfrentamento — ainda que a atribuição constitucional do combate diário ao crime esteja nos estados.

















