• Recuo dos EUA após negociações
A reversão das tarifas adicionais de 40% impostas aos produtos brasileiros marcou uma derrota direta para Eduardo Bolsonaro (PL), apontado por técnicos do governo como articulador político que incentivou Trump a mirar o Brasil no auge do tarifaço.
Quando o ex-presidente americano aplicou taxas de até 50% em julho, usou dois argumentos falsos: alegou déficit comercial com o Brasil e perseguição judicial a Jair Bolsonaro — nenhuma dessas teses aparece agora nas ordens executivas que revogam o tarifaço.
• Reposicionamento após diálogo Lula–Trump
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luiz Rua, os dois fatos estão conectados: as decisões da última semana e de hoje só ocorreram após o governo brasileiro alertar a Casa Branca de que ainda havia uma sobretaxa de 40% exclusivamente contra o Brasil.
As conversas diretas entre Lula e Trump abriram caminho para a reconsideração, levando os EUA a retirar completamente as tarifas sobre produtos estratégicos do agronegócio.
• Setores mais beneficiados
Ficam sem tarifa adicional carne bovina, café, frutas, água de coco e castanhas — setores fortemente penalizados no pacote anterior.
Com a retirada dos 40% anunciada agora e dos 10% eliminados na semana passada, esses produtos deixam para trás o total de 50% de sobretaxa que o governo Trump havia aplicado.

















