• Diplomacia por trás da suspensão
Negociadores brasileiros tratam a retirada do tarifaço de 40% como resultado direto das conversas retomadas em outubro entre os governos dos dois países.
Segundo fontes da diplomacia, Trump mencionou no decreto a ligação de 6 de outubro com o presidente Lula, quando ambos concordaram em renegociar o escopo das tarifas.
A medida, válida de forma retroativa desde 13 de novembro, coincide com o encontro recente entre o senador Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira, em Washington.
• Brasil evita narrativa de “favor” dos EUA
Diplomatas ouvidos afirmam que, apesar do alívio para setores exportadores, o governo brasileiro não quer transmitir a ideia de que a Casa Branca concedeu um benefício por gentileza.
Internamente, a sobretaxa de 50% é chamada de “tarifa Bolsonaro”, por ter sido motivada por razões políticas ligadas ao ex-presidente — e não por desequilíbrios econômicos entre os países. A avaliação é de que Washington está apenas corrigindo um problema que criou.
• Processo que levou ao recuo
Segundo negociadores brasileiros, a reversão foi construída em etapas: a retomada do diálogo técnico, a ligação entre Lula e Trump, reuniões sucessivas entre Marco Rubio e Mauro Vieira, e o avanço nas tratativas bilaterais.
Esse conjunto de movimentos levou à suspensão da tarifa adicional, que havia afetado produtos estratégicos como café, carnes, frutas e castanhas.

















