• Retaliação
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) reagiu com irritação à decisão de Lula de indicar Jorge Messias ao Supremo, contrariando seu desejo de ver Rodrigo Pacheco na vaga.
Horas após o anúncio do presidente, o senador avisou que levará ao plenário, na próxima semana, uma pauta de forte impacto fiscal que estava parada desde 10 de outubro — e que ele próprio decidiu desengavetar.
• Pauta bilionária e parada há meses
O projeto prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde: homens aos 52 anos e mulheres aos 50, com 20 anos de contribuição. A proposta se assemelha à aprovada na Câmara, cujo impacto no orçamento foi estimado entre R$ 20 bilhões e R$ 200 bilhões, sem indicação de fonte de custeio.
Em nota divulgada ontem, Alcolumbre afirmou: “Ao pautarmos essa matéria, reafirmamos que esses agentes são prioridade do Parlamento. É uma boa notícia para o SUS e para o país.”
• Crise aberta com o governo
A reação não ficou restrita à pauta-bomba. Segundo aliados, Alcolumbre disse ter rompido com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), porque Lula não o avisou previamente da escolha de Messias.
No Planalto, o clima é de preocupação: um ministro admitiu que o governo terá de “administrar a crise” e reforçou que Alcolumbre não tem prerrogativa para indicar ministros ao STF.

















