Fim da “grama fake”
• O Ministério Público de Goiás recomendou que o prefeito Sandro Mabel suspenda imediatamente qualquer projeto de instalação de grama sintética em canteiros, praças e parques de Goiânia. A Promotoria afirma que o material causa danos ambientais, impermeabiliza o solo, aumenta a temperatura e agrava riscos de alagamentos.
• A proposta de Mabel enfrentou resistência desde sua apresentação, especialmente pela tradição de Goiânia como uma das capitais mais arborizadas do país.
• Especialistas alertaram na época que a vida útil do material é curta e pode gerar custos ainda maiores para o Município.
A recomendação
• A 7ª Promotoria de Justiça orienta que a Prefeitura interrompa compras, contratos e ampliações do uso de grama sintética.
• Exige a remoção total do material já colocado e a recuperação ambiental das áreas afetadas.
• O Município tem 20 dias úteis para enviar relatório técnico listando todas as áreas onde houve instalação.
Recuperação ambiental
• O MPGO determina revegetação com grama natural e espécies nativas do Cerrado.
• As áreas devem ter restauradas suas funções ecológicas: infiltração da água, troca gasosa e suporte à biodiversidade.
• A grama sintética retirada deve ter destinação ambientalmente adequada.
Investigação em andamento
• A promotora Alice de Almeida Freire conduz procedimento sobre a substituição da grama natural por sintética na Avenida Castelo Branco e outros locais.
• O laudo técnico do CATEP concluiu que não há benefício ambiental, ecológico ou financeiro na troca.
• O estudo aponta impactos negativos em várias dimensões: ambiental, urbanística, estética e social.
Impactos apontados
• A grama sintética instalada é totalmente impermeável, sem furos ou drenagem.
• Isso impede infiltração da água, recarga do lençol freático e oxigenação do solo.
• O material também causa aquecimento excessivo e aumenta escoamento superficial, agravando enchentes.
• A grama natural, por outro lado, regula temperatura, absorve CO₂, libera oxigênio e retém umidade.
Casos já registrados
• A instalação ocorreu na Avenida Castelo Branco, entre as praças Ciro Lisita e Walter Santos, e também na Rua 44.
• Após uma tempestade, parte da grama foi arrancada pela força da água, confirmando críticas técnicas.

















