Justiça
- A Justiça de Goiás condenou o Estado a pagar R$ 400 mil à companheira e à filha de Marines Pereira Gonçalves, que morreu durante um confronto forjado por PMs, em Goiânia. O caso ocorreu em abril de 2024. A decisão foi proferida pelo juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública. Cada familiar da vítima receberá R$ 200 mil, bem como pensão mensal equivalente a 2/3 do salário mínimo.
Simulação de confronto
- Na decisão, o magistrado descartou a versão de legítima defesa apresentada pela PM e concluiu que houve simulação de confronto, manipulação da cena do crime e execução sumária. Na sentença, o juiz destacou que a dor da família é “incomensurável” e exige reparação.
Crítica ao Estado
- O juiz também criticou a defesa do Estado, que usou o termo “sessão mediúnica” para ironizar a comprovação de renda da vítima, classificando a postura como desrespeitosa e alerta para possíveis sanções em caso de novas condutas semelhantes.
- A advogada da família, Victória Pacheco Gratão Bezerra da Silva, disse à imprensa que a condenação representa o reconhecimento oficial de que Marines não morreu em confronto, mas foi executado pelos policiais militares.

















