Prioridades
• O governo Caiado enviou à Assembleia Legislativa um projeto que retira mais de R$ 82 milhões da Saúde para comprar um prédio na Avenida Anhanguera, onde atualmente está a Caixa Econômica Federal, para abrigar secretarias e o Procon. A proposta, questionada pelo deputado estadual Antônio Gomide (PT), desmonta serviços essenciais, corta verbas do CORA, do SAMU e de unidades hospitalares.
Cortes
• O projeto abre crédito de R$ 128,7 milhões, dos quais R$ 109 milhões vêm da anulação de dotações, majoritariamente da saúde.
• O CORA perde R$ 38,4 milhões, atingindo a construção do hospital do câncer.
• O SAMU sofre cortes que somam mais de R$ 15 milhões entre investimentos e custeio.
• Unidades da SES, atenção primária, TI e qualificação profissional também perdem recursos.
Aquisição
• O governo quer comprar o prédio da Caixa na Anhanguera por R$ 102 milhões.
• O imóvel abrigará SEAD, Procon, parte da Economia e da Saúde, sob justificativa de economizar aluguéis.
• Outro R$ 26,7 milhões será destinado ao fundo federal exigido para adesão ao PROPAG.
Contradição
• Caiado acusa o governo federal de atrasar repasses para a saúde, mas simultaneamente corta R$ 82 milhões do setor para fins administrativos.
• Gomide alerta que a medida aprovada às pressas desmonta políticas essenciais enquanto o Estado enfrenta gargalos no atendimento oncológico, no SAMU e na atenção básica.

















