sexta-feira , 6 março 2026
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Ronaldo Caiado, o “peixe graúdo”, e as mãos sujas da violência policial que ele mesmo alimentou

• O mandante da violência policial

A prisão dos sargentos Tiago Lemes de Oliveira e Leneker Breno Campos Ayres, acusados do assassinato do empresário Fabrício Brasil Lourenço, reacende uma pergunta inevitável: por que só a base da PM responde enquanto o ambiente que incentiva a violência permanece intacto?

A operação ainda cumpriu busca e apreensão contra o coronel Alessandro Regys de Carvalho, homem de dentro do Palácio, promovido na famosa “farra das bravuras”.

• A cultura do confronto tem dono

Ronaldo Caiado transformou o discurso do “bandido não se cria” em política pública. Esse recado — repetido em palanques, redes sociais e solenidades — cria a sensação de que há carta branca.

E quando o Estado passa a ideia de que tudo é permitido, sempre sobra para quem está na ponta do fuzil.

• Jagunços vestem fardas

O histórico recente mostra o resultado dessa lógica: policiais militares que sujam a Instituição e se transformam em jagunços. Os casos mais recentes comprovam:

– > PMs indo a júri pelo caso do Pirata do Jaó.
– > A chacina que matou Fábio Escobar e mais nove pessoas em 2021.
– > A execução de Felipe Moraes, delator do PCC, e dos mecânicos Paulo e Natan Moreira, morto pelas costas.
-> Agora, o crime da pastelaria coloca novamente policiais atrás das grades.

• Caiado põe fogo e não se queima

Enquanto isso, Caiado segue tranquilo, posando como defensor da segurança. Mas quando os mesmos policiais que ele incentivou cruzam a linha, ele desaparece.

Se há tantos PMs respondendo por execuções, confrontos forjados e homicídios, é justo perguntar: até quando só os subordinados irão ao banco dos réus enquanto o “peixe graúdo” segue ileso?

Cristiano Silva
Editor

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