• O mandante da violência policial
A prisão dos sargentos Tiago Lemes de Oliveira e Leneker Breno Campos Ayres, acusados do assassinato do empresário Fabrício Brasil Lourenço, reacende uma pergunta inevitável: por que só a base da PM responde enquanto o ambiente que incentiva a violência permanece intacto?
A operação ainda cumpriu busca e apreensão contra o coronel Alessandro Regys de Carvalho, homem de dentro do Palácio, promovido na famosa “farra das bravuras”.
• A cultura do confronto tem dono
Ronaldo Caiado transformou o discurso do “bandido não se cria” em política pública. Esse recado — repetido em palanques, redes sociais e solenidades — cria a sensação de que há carta branca.
E quando o Estado passa a ideia de que tudo é permitido, sempre sobra para quem está na ponta do fuzil.
• Jagunços vestem fardas
O histórico recente mostra o resultado dessa lógica: policiais militares que sujam a Instituição e se transformam em jagunços. Os casos mais recentes comprovam:
– > PMs indo a júri pelo caso do Pirata do Jaó.
– > A chacina que matou Fábio Escobar e mais nove pessoas em 2021.
– > A execução de Felipe Moraes, delator do PCC, e dos mecânicos Paulo e Natan Moreira, morto pelas costas.
-> Agora, o crime da pastelaria coloca novamente policiais atrás das grades.
• Caiado põe fogo e não se queima
Enquanto isso, Caiado segue tranquilo, posando como defensor da segurança. Mas quando os mesmos policiais que ele incentivou cruzam a linha, ele desaparece.
Se há tantos PMs respondendo por execuções, confrontos forjados e homicídios, é justo perguntar: até quando só os subordinados irão ao banco dos réus enquanto o “peixe graúdo” segue ileso?
Cristiano Silva
Editor

















