• Caneta do PCC
Uma troca de mensagens obtida pelo portal UOL revela que o senador Davi Alcolumbre (UB), presidente do Senado, recebeu em 2024 uma caneta do medicamento Mounjaro — ainda proibido pela Anvisa na época — como presente do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, foragido da Justiça e alvo de múltiplas operações da Polícia Federal.
Beto Louco é investigado por comandar um esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, desarticulado nas operações Carbono Oculto, Tank e Quasar. Parte das suspeitas envolve postos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
• Festa do União Brasil
Segundo o conteúdo das mensagens, o presente a Alcolumbre foi acertado durante a festa de 49 anos de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Na ocasião, o senador teria reclamado da dificuldade para obter o Mounjaro, cujo valor no mercado paralelo ultrapassava R$ 15 mil por mês.
Beto Louco então se prontificou a ajudar, citando uma mulher – identificada como Franciele, que viajava com frequência a Dubai – capaz de trazer a caneta ao Brasil por vias informais.
• Entrega clandestina em Brasília
O plano foi concluído com sucesso. As mensagens mostram o motorista particular de Beto Louco organizando toda a logística e enviando ao empresário a confirmação de quem recebeu o produto em Brasília.
A confirmação veio de Janduí Nunes Bezerra Filho, então motorista de Alcolumbre e hoje auxiliar parlamentar sênior, com salário bruto de R$ 14,5 mil.
No áudio enviado a Beto Louco, Janduí informa:
“Fala pra ele que tá entregue, tá tudo ok. O senador já tá até sabendo. Dei um jeito de falar com ele aqui que recebi, já tá entregue.”

















