• Caiado, não
A decisão de Jair Bolsonaro de ungir o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à Presidência em 2026 encerra a combalida pré-candidatura de Caiado (UB).
O governador de Goiás tentava, há meses, se vender como “opção viável da direita”, mas ouviu do bolsonarismo, mais uma vez, um sonoro não.
Preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, o ex-presidente comunicou a aliados que Flávio Bolsonaro será seu nome para disputar o Planalto. É a primeira vez que Bolsonaro faz tal declaração de forma explícita, encerrando especulações internas e deixando claro que não há espaço para Caiado no projeto nacional da direita.
Para Bolsonaro, Flávio reúne três vantagens:
• consolida a unidade partidária;
• agrada setores econômicos que rejeitam o radicalismo dos irmãos;
• e já conta com palanques fortes, como Tarcísio de Freitas (SP) e Cláudio Castro (RJ).
• Musculatura
O governador goiano tentava construir uma imagem de liderança nacional, mas jamais conquistou apoio real dentro da direita. Agora, com a chancela de Flávio, sua pretensão presidencial vira pó.
Na avaliação do entorno de Bolsonaro, Flávio ganhará musculatura ao viajar o país, atacar Lula e se comportar como candidato. Caiado, por outro lado, está isolado — sem apoio da família Bolsonaro, sem alianças regionais robustas e sem espaço dentro do próprio União Brasil, que flerta com outras candidaturas.
• Novo cenário
A projeção do PL inclui um novo cenário na campanha eleitoral da direita em 2026:
• Michelle Bolsonaro candidata ao Senado pelo DF;
• e uma vaga de vice para ser preenchida por alguém do centro, com Ciro Nogueira (PP) ou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD-PR), ambos no radar.

















