• O caso
Alex Leandro Bispo dos Santos, preso por agredir a mulher e jogá-la do décimo andar em São Paulo, movimentou R$ 12 milhões em contratos com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Pereira da Gama, produtora executiva do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
O ICB possui um contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura paulistana para instalar 5 mil pontos de wi-fi em áreas de baixa renda.
• Irregularidades apontadas
O Tribunal de Contas do Município questionou o edital, que escolheu uma ONG para executar um serviço já prestado pela Prodam por valores muito menores.
Enquanto a empresa pública cobra cerca de R$ 306 mensais, o ICB recebia R$ 1.800 por ponto apenas para manutenção.
A gestão municipal ainda antecipou o início das instalações para setembro de 2024, em pleno período eleitoral.
• Pagamentos inflados
Documentos mostram que o ICB recebeu por manutenção de pontos que ainda não existiam. Nesse contexto, a empresa de Alex, a Favela Conectada, entrou como terceirizada e recebeu 12 mensalidades por 218 pontos, embora o serviço tenha funcionado por pouco mais de dois meses.
• Assinaturas estranhas
Apesar do valor milionário, a documentação da Favela Conectada aparece assinada apenas como “Alex”, com CPF ocultado.
O nome completo só surge em termo posterior, também assinado por sua esposa, Maria Katiane, morta no fim de novembro, após ser agredida e jogada do décimo andar de um prédio.
• Feminicídio investigado
Alex foi preso após imagens de segurança registrarem agressões contra Maria Katiane, 26 anos, no estacionamento e no elevador do prédio. Minutos depois, ela caiu do décimo andar e morreu.

















