• Ordem oculta
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara dos Deputados, nesta sexta-feira (12), contra Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL). As diligências foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do STF. Tuca atuou diretamente com Lira quando ele presidia a Casa.
• Liberação de verbas
As investigações apontam Tuca como responsável por enviar ordens internas para comissões liberarem emendas do chamado “orçamento secreto”, mecanismo que permitia repasses sem identificação do autor ou dos beneficiários finais.
Depoimentos de seis parlamentares e de uma servidora indicam que ela coordenava instruções com foco especial em repasses para Alagoas, estado de Lira.
• Indícios de ocultação
Mesmo após a quebra de sigilo telemático, a PF relatou ausência de arquivos digitais relevantes. Dino autorizou novas buscas ao considerar possível que a investigada mantivesse acervos físicos para evitar rastreamento. Para o ministro, há sinais de atuação “contínua, sistemática e estruturada” na manipulação das emendas.
• “Conta de padaria”
Relatório parcial da PF destaca que, desde 2020, Tuca ocupou postos estratégicos por indicação de Lira, com acesso direto ao fluxo das emendas. Investigadores encontraram anotações manuais que coincidiam com realocações de recursos, classificando o método como uma espécie de “conta de padaria” usada para reorganizar verbas públicas.

















