Retaliação
• Deputados estaduais da base que não participaram da votação do projeto que criou a cobrança para dependentes do Ipasgo Saúde devem sofrer punições políticas por parte do governo Ronaldo Caiado, segundo apuração do jornalista Caio Henrique Salgado, na coluna Giro, em O Popular. A decisão partiu do núcleo político do Palácio das Esmeraldas.
“Toma lá, dá cá”
• O governo definiu que critérios de lealdade, fidelidade e presença em votações sensíveis serão aplicados de forma rigorosa.
• A principal consequência será a redução ou perda da cota de emendas informais extras previstas para 2026.
• O valor máximo dessas emendas pode chegar a R$ 6 milhões por parlamentar governista.
Ausências
• Na primeira votação do projeto do Ipasgo, realizada na quarta-feira, estiveram ausentes Lucas do Vale (MDB), George Morais (PDT) e Vivian Naves (PP).
• A ausência de Vivian Naves gerou incômodo adicional no governo, já que ela é casada com Roberto Naves (Republicanos), ex-prefeito de Anápolis e atual presidente da Goiás Turismo.
• Integrantes do governo avaliam que não é aceitável integrar a base e se ausentar em votações consideradas estratégicas.
• Também causou desconforto a ausência de Cristóvão Tormin (PRD) e Karlos Cabral (PSB).
• A avaliação interna é de que a ausência envia sinal contraditório em um momento de alinhamento político.
Leitura diferente
• Já a ausência de Paulo Cezar Martins (PL) foi interpretada de forma distinta.
• Apesar de recentes gestos em direção ao governador e ao vice Daniel Vilela (MDB), ele ainda é considerado formalmente da oposição.
Projeto
• A proposta do governo institui cobrança mensal de 30% para dependentes do Ipasgo Saúde.
• As mensalidades variam de R$ 47 a R$ 311, conforme a faixa etária e o plano.
• Dependentes com mais de 59 anos podem pagar até R$ 311 por mês.
• O total cobrado dos dependentes não poderá ultrapassar o valor pago pelo titular.

















