• O que aconteceu?
O advogado Leonardo Batista, que representa o Partido Liberal (PL) em Goiás, levou à Justiça Eleitoral uma denúncia grave: a existência de uma estrutura de comunicação do governo estadual usada para promover politicamente Caiado (UB), Gracinha Caiado e Daniel Vilela (MDB) e atacar adversários, com uso de dinheiro público.
• O que foi apontado?
Na representação, o PL sustenta que a máquina oficial de comunicação do Estado vinha sendo utilizada para impulsionar a pré-candidatura de Daniel Vilela, ao mesmo tempo em que conteúdos negativos contra opositores, senador Wilder Morais e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) eram difundidos por canais institucionais, listas oficiais de transmissão e portais custeados com verbas públicas.
• Decisão judicial
Ao analisar o pedido, o vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, desembargador Ivo Favaro, concedeu liminar determinando que os investigados cessem imediatamente o uso de qualquer estrutura do Estado para promoção pessoal ou divulgação de conteúdo de caráter eleitoreiro.
A decisão também proíbe ataques a adversários por meios oficiais, sob pena de multa de R$ 100 mil por descumprimento
• Por que a Justiça agiu?
O magistrado entendeu que há indícios suficientes de conduta vedada, prevista na Lei das Eleições, além de risco concreto à igualdade da disputa eleitoral.
Segundo a decisão, a permanência dessas práticas poderia causar desequilíbrio irreversível no processo eleitoral de 2026.
Estrutura estatal
A Justiça destacou que serviços, servidores, contratos e canais oficiais não podem ser usados para enaltecer pré-candidatos nem para disseminar conteúdos de ódio que prejudiquem opositores.

















