Recuo
• O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria o chefe do chamado Cartel de Los Soles, tese que havia servido de base para ações militares norte-americanas no Caribe, no Pacífico e para a ofensiva que resultou na captura do líder venezuelano.
Acusações
• Segundo o jornal The New York Times, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos retirou a imputação direta de liderança do cartel.
• O governo americano, no entanto, manteve acusações genéricas de vínculo de Maduro com atividades de narcotráfico.
Justificativa
• A classificação de Maduro como chefe de uma organização criminosa foi usada para enquadrá-lo como “narcoterrorista”, e não como chefe de Estado.
• Esse enquadramento abriu brechas legais para bombardeios a embarcações e para a operação militar que culminou na invasão da Venezuela e na captura do presidente e de sua esposa.
Origem da acusação
• A tese surgiu em julho do ano passado, após o Departamento do Tesouro dos EUA classificar grupos ligados ao tráfico de drogas como organizações terroristas.
• Em seguida, o Departamento de Estado passou a designar Maduro como líder do cartel venezuelano.
Contestação
• Especialistas em narcotráfico da América Latina apontam que o termo Cartel de Los Soles é usado de forma coloquial.
• A expressão teria sido criada pela imprensa venezuelana para se referir a autoridades acusadas de corrupção envolvendo recursos do tráfico, e não a uma organização estruturada nos moldes tradicionais.
Nova abordagem
• A acusação reformulada reduz drasticamente as menções ao Cartel de Los Soles.
• O novo texto sustenta que Maduro e o ex-presidente Hugo Chávez teriam participado e protegido um sistema de clientelismo associado ao narcotráfico, com impacto sobre os Estados Unidos.

















