• Luto
Raul Jungmann estava internado no hospital DFStar e enfrentava um câncer no pâncreas há mais de dois anos. Ele morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos de idade.
Pernambucano do Recife, Jungmann entrou cedo na vida pública. Ainda jovem, participou da luta contra a ditadura e esteve nas mobilizações pelas Diretas Já. Ao longo da carreira, ficou conhecido por transitar entre diferentes áreas do governo, sempre com perfil técnico e discurso firme.
• Legado
Ele foi ministro da Reforma Agrária no governo Fernando Henrique Cardoso, período marcado por conflitos no campo e debates duros sobre terra e assentamentos. Anos depois, voltou ao primeiro escalão como ministro da Defesa e, depois, da Segurança Pública, já no governo Michel Temer, quando enfrentou temas como violência, crime organizado e ações das Forças Armadas.
• Depois da política
Fora dos cargos eletivos, Jungmann seguiu atuando nos bastidores. Assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde defendeu diálogo, regras claras e responsabilidade ambiental no setor. Mesmo longe das eleições, continuou sendo ouvido em debates importantes do país.
Raul Jungmann deixa a imagem de um político experiente, que passou por diferentes governos e ajudou a moldar políticas públicas em áreas sensíveis. Para aliados e críticos, foi um nome que nunca passou despercebido.

















