Homicídios
• Três técnicos de enfermagem foram presos acusados de matar pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025 e são tratadas como homicídios pela Polícia Civil do Distrito Federal, que apura um possível esquema sistemático dentro da unidade hospitalar.
Operação Anúbis
• O caso é investigado no âmbito da Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa.
• A polícia apura a dinâmica das mortes, a participação individual de cada suspeito e se outras pessoas colaboraram com os crimes.
• Mandados de prisão e busca foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF.
Modus operandi
• As investigações indicam que os técnicos agiam de forma coordenada dentro da rotina hospitalar.
• Um dos suspeitos, de 24 anos, teria usado indevidamente o sistema eletrônico do hospital, aberto em nome de um médico, para prescrever medicamentos incompatíveis com o quadro clínico das vítimas.
• Em seguida, os produtos eram retirados da farmácia da unidade e aplicados diretamente nos pacientes, sem autorização médica.
• Em um dos casos, a polícia apurou a aplicação de desinfetante por seringa, em ao menos dez ocasiões, substância sem qualquer indicação para uso intravenoso.
Vítimas
• As vítimas eram uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos, todos internados na UTI.
• A Polícia Civil investiga ao menos 20 laudos de óbitos para verificar se há outros casos com características semelhantes.
Imagens e confissão
• Câmeras de segurança da UTI registraram a presença dos técnicos nos leitos das vítimas nos horários das aplicações.
• Inicialmente, os suspeitos negaram os crimes, mas confessaram após serem confrontados com as provas.
• Segundo o delegado responsável, os investigados demonstraram frieza e não apresentaram arrependimento durante os depoimentos.
Nota do hospital
• O Hospital Anchieta informou que identificou irregularidades, instaurou investigação interna e acionou as autoridades.
• A instituição afirmou que desligou os envolvidos, comunicou as famílias e segue colaborando com as investigações, destacando que o caso tramita sob segredo de justiça

















