Dívida
• O governo federal já desembolsou R$ 6,65 bilhões para cobrir dívidas do Estado de Goiás ao longo dos últimos anos, incluindo R$ 888,06 milhões apenas em 2025. Os dados constam no Relatório de Garantias Honradas pela União, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, e mostram o peso da dívida goiana nas contas federais durante a gestão de Ronaldo Caiado.
Pagamentos em 2025
• Somente no último ano, a União pagou quase R$ 900 milhões para evitar a inadimplência do governo de Goiás em contratos com bancos e organismos internacionais.
• O estado ficou como o quarto maior beneficiado do país, atrás apenas de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
• No total, o governo federal gastou R$ 10,95 bilhões para honrar dívidas estaduais em 2025.
Mudança de programa
• Em dezembro de 2025, Goiás deixou o Regime de Recuperação Fiscal e aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
• A adesão ao Propag foi oficializada após meses de negociação e publicada no Diário Oficial da União.
• O novo contrato tem duração de 30 anos e prevê economia estimada de R$ 28 milhões em juros e parcelas.
Amortização bilionária
• A dívida total de Goiás, apurada em outubro de 2025, é de R$ 20,2 bilhões.
• Com a entrada no Propag, o estado conseguiu amortizar R$ 4,7 bilhões de imediato.
• A redução ocorreu com uso de créditos da dívida ativa, compensações por exploração de petróleo, gás, energia e mineração, além de repasses previstos na Lei Kandir.
Vantagens e limites
• O novo programa zera juros da dívida, substitui a Selic pela inflação e permite amortizar até 20% do valor total.
• Em contrapartida, quando a União honra garantias, o estado fica impedido de contratar novos financiamentos com aval federal por até 12 meses.
Dependência federal
• Estados governados pela oposição a Lula concentraram os maiores socorros federais em 2025.
• Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás lideraram o ranking de valores pagos pela União.
• No caso goiano, R$ 888 milhões foram quitados para evitar calote e preservar a credibilidade financeira do país.

















