Terceirização
• A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) firmou contrato emergencial de R$ 14,9 milhões, sem licitação, para terceirizar serviços de poda de grama e roçagem mecanizada nas regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste da capital por um período de 90 dias. A justificativa apresentada é a falta de máquinas e de pessoal para atender uma demanda considerada comum nesta época do ano, agravada pela proximidade da etapa brasileira do MotoGP, prevista para março.
Contratação sem licitação
• A empresa contratada é a Sistemma Assessoria e Construções, escolhida por meio de dispensa de licitação sob alegação de emergência.
• A Sistemma está registrada em nome de um sócio da Quebec Construções e Tecnologia Ambiental, que integra o consórcio Limpa Gyn, responsável pela coleta de lixo em Goiânia.
• A Comurg afirma que não haveria tempo hábil para realizar um processo licitatório regular antes do início dos serviços.
Justificativas apresentadas
• A companhia aponta que a demissão de 668 servidores em meados de 2025 exigiu uma reorganização administrativa que afetou indiretamente os serviços de roçagem.
• A Comurg sustenta que fatores administrativos e a indisponibilidade parcial do parque de máquinas inviabilizaram o atendimento da demanda com recursos próprios.
Emergência questionada
• A companhia afirma que havia planejamento prévio para executar os serviços sem terceirização, mas que fatores supervenientes comprometeram o cronograma.
• Outro processo licitatório realizado em novembro de 2025 não teria sido suficiente para evitar atrasos.
• A empresa também cita o desgaste e o esgotamento da vida útil de parte dos equipamentos utilizados na roçagem.
Evento internacional
• Um dos principais argumentos para a contratação emergencial é a necessidade de garantir “padrões urbanísticos de excelência” para a realização do MotoGP em Goiânia.
• No entanto, a confirmação da data do evento é conhecida desde julho do ano passado, o que levanta questionamentos sobre a caracterização da urgência.

















