• Além da fotografia
Além da fotografia de Daniel Vilela ao lado do presidente Lula, enviada a Jair Bolsonaro e seus filhos e considerada decisiva para o anúncio da pré-candidatura de Wilder Morais ao governo de Goiás, outros fatores de bastidores também pesaram fortemente na decisão do senador. Um deles foi a disputa pelo Senado, usada pelo grupo do governador Ronaldo Caiado como argumento para pressionar o PL a apoiar o projeto do MDB.
• O argumento do caiadismo
A estratégia do caiadismo, com apoio de Gustavo Gayer, foi apresentar a seguinte equação a Bolsonaro: para fortalecer o PL no Senado, a prioridade seria eleger Gayer senador, em uma aliança com o MDB, que garantiria apoio a Daniel Vilela ao governo. Ou seja, o PL abriria mão do Palácio das Esmeraldas em troca de uma vaga no Senado.
• Resposta da direita em Goiás
Wilder foi direto: Gustavo Gayer pode ser eleito senador pela direita, sem precisar caminhar com Daniel Vilela. Segundo ele, o PL tem força suficiente para construir uma candidatura competitiva ao Senado sem se submeter ao projeto do MDB.
Mais que isso: Wilder explicou que sua suplente, Isaura Cardoso, tem histórico claro de atuação ao lado de Bolsonaro, acompanhando Michelle Bolsonaro em Goiás durante a campanha presidencial, especialmente nas igrejas. Isaura trabalhou ativamente para Bolsonaro e não participou da campanha de Lula. Para Wilder, manter Isaura no campo da direita é uma costura política simples, sobretudo se ele vencer a eleição para governador.
• Faca no pescoço
Nos bastidores, Wilder teria sido ainda mais duro: “O que não dá é colocar uma faca no meu pescoço e dizer que a única opção é apoiar Daniel Vilela.” Para ele, a tentativa de empurrar essa aliança à força representa arrogância, projeto pessoal e desprezo pela base da direita em Goiás.
• Atropelo mal visto
Outro fator que pesou negativamente foi a decisão de Ronaldo Caiado de procurar diretamente Flávio Bolsonaro, tentando costurar um acordo por cima da cabeça de Wilder, presidente estadual do PL. O movimento foi interpretado como tentativa de atropelo político, e, segundo fontes, não foi bem visto nem dentro do PL.

















