• Atropelo político
A postura do governador Ronaldo Caiado (UB) nas articulações para as eleições de 2026 tem causado desconforto, ruídos e revolta dentro dos partidos aliados.
Primeiro, ele tentou puxar o tapete do senador Wilder Moraes, presidente estadual do PL (Partido Liberal), ao ir direto ao senador Flávio Bolsonaro, sem sequer conversar com a maior autoridade do partido em Goiás.
O objetivo era forçar o apoio do PL ao projeto do vice-governador Daniel Vilela (MDB), ignorando completamente a pré-candidatura de Wilder ao governo.
• Resposta clara
No último sábado (24), em Iporá (GO), Wilder foi direto: disse que não aceita aliança com partidos ligados à esquerda, lembrou que o MDB tem histórico de parceria com o PT (Partido dos Trabalhadores) e reafirmou que a direita em Goiás terá candidato próprio ao governo — ele mesmo.
A fala deixou claro que não aceita ser atropelado politicamente nem abrir mão da autonomia do PL no estado.
• Novo atropelo
Não satisfeito, Caiado agora repete a estratégia com o PSD (Partido Social Democrático).
Segundo a coluna Giro, do jornal O Popular, o governador teria ignorado o comando estadual do partido, liderado pelo senador Vanderlan Cardoso, e foi direto ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, tentando fechar uma aliança por cima da liderança local.
• Desrespeito interno
O movimento causa ainda mais estranhamento porque Vanderlan Cardoso já anunciou sua pré-candidatura ao Senado em 2026.
Na chapa idealizada por Caiado, não há espaço para Vanderlan, o que indica uma tentativa dupla: retirar o senador da disputa e, ao mesmo tempo, tomar o controle político do PSD em Goiás.
O único detalhe: Caiado se esquece que não tem mais a mesma força, é tido por todos como ex-governador. A tinta de sua caneto secou.

















