• Caiado e o tiro no próprio pé
Faltando poucos dias para deixar o governo, Caiado (PSD) resolveu antecipar um discurso que vinha sendo martelado pelo pré-candidato Marconi Perillo (PSDB): o fim da Taxa do Agro.
O movimento, porém, soa menos como gesto de justiça e mais como recuo político. Depois de três anos bancando a cobrança, Caiado tenta esconder o ferrão que ainda entorpece o produtor rural, como se fosse o doce veneno do escorpião.
• Caiado criou a taxa do Agro
Quando enviou o projeto da taxa para a Assembleia Legislativa, a reação foi explosiva. Produtores rurais lotaram as galerias e houve protestos e quebradeira.
O sentimento era de traição dupla: primeiro pelo discurso de campanha contra a cobrança; “isso seria assaltar o produtor”, afirmou Caiado no palanque político antes de vencer as eleições nas costas do Agro e apunhalar pelas costas.
• Superfaturamento?
Ao longo do período, a taxa arrancou quase R$ 3 bilhões do agro goiano com a promessa de investimento em infraestrutura.
A crise se agravou quando veio à tona a tentativa de operacionalizar esses bilhões por meio da IFAG, organização social criada no Palácio. O modelo, que previa execução fora do rito tradicional de licitação, acabou barrado pela Justiça Federal, após denúncias de superfaturamento.
• O que Marconi está prometendo?
O pré-candidato a deputado federal Felipe Cecílio, que acompanha Perillo nas agendas pelo estado, foi direto nas redes sociais.
Segundo ele, “no dia de hoje, o governo Caiado resolveu acabar com a injusta Taxa do Agro. Gostaria de parabenizar o governador Marconi Perillo por esse feito. Em todos os lugares por onde passamos, ele prometeu que acabaria com essa taxa no primeiro dia de governo. Estou certo de que esse foi o principal motivador para a revogação de algo que jamais deveria ter sido criado”, escreveu.

















