quinta-feira , 23 abril 2026
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PF diz que dono do Banco Master comandava “milícia privada” e teria sugerido “quebrar todos os dentes” de Lauro Jardim de O Globo

Operação

• A Polícia Federal afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liderava uma estrutura de intimidação que funcionava como uma espécie de “milícia privada” para monitorar e ameaçar adversários, jornalistas e autoridades.

• As conclusões aparecem na representação que embasou a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4).

Ameaça a jornalista

• Mensagens de celular analisadas pela PF indicam que Vorcaro teria orientado integrantes do grupo a agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

• Em uma das conversas interceptadas, o banqueiro afirma: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

• A investigação também aponta que o empresário sugeriu colocar pessoas para seguir o jornalista e levantar informações sobre sua rotina.

Grupo de intimidação

• Segundo a Polícia Federal, as ações eram coordenadas por meio de um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, utilizado para organizar atividades de vigilância e intimidação.

• Esse núcleo teria como funções monitorar jornalistas e adversários, coletar informações sigilosas, acessar bases de dados ilegalmente e até simular crimes para agredir alvos.

• A PF afirma que a estrutura investigada possuía divisão de tarefas típica de organização criminosa e atuava para proteger um esquema bilionário investigado pela corporação.

• O grupo teria quatro núcleos principais: financeiro, corrupção institucional, lavagem de dinheiro e intimidação e obstrução de justiça.

Prisão

• A prisão preventiva de Daniel Vorcaro foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

• Também foram presos Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva, apontados como integrantes da estrutura.

• Segundo a decisão, as prisões são necessárias para evitar destruição de provas, intimidação de testemunhas e garantir a ordem pública e econômica.

• A defesa de Vorcaro afirma que o empresário sempre colaborou com as investigações e nega as acusações.