• Avanço do PCC em Goiás
O Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia à Justiça no dia 12 de dezembro de 2025, com base em investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), revelando que o PCC possui cerca de 2 mil integrantes na Grande Goiânia.
O caso tramita na Justiça estadual e aponta atuação contínua da organização criminosa desde 2018, principalmente em Goiânia e região metropolitana.
• Como funciona o esquema criminoso?
Segundo a denúncia, a estrutura é organizada, com divisão de funções e comando definido. O grupo “Amigos do Estado” (ADE), ligado ao PCC, atua no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, utilizando empresas de fachada e transferências financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento.
A movimentação financeira ocorre por meio de depósitos sucessivos, uso de “laranjas” e circulação de valores em contas de terceiros. Há registros de repasses que variam de R$ 200 a mais de R$ 10 mil por operação, indicando pulverização de recursos para esconder a origem ilícita.
• O crime no comando
A denúncia identifica integrantes e aponta líderes responsáveis por coordenar o esquema. O objetivo central, segundo o MP, é lucrar com o tráfico e reinserir o dinheiro no sistema legal, ampliando o poder da organização e garantindo controle territorial.
O grupo também atua para dominar áreas e fortalecer sua influência no sistema prisional e fora dele, com participação inclusive de menores.
O caso se conecta com a operação mais recente que investiga a fintech 4TPag Instituição de Pagamentos S.A. (4T Bank). Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contratos com prefeituras para operacionalizar esquemas de lavagem de dinheiro, inserindo recursos ilícitos dentro de estruturas públicas.
Além dessa investigação, operações anteriores já apontaram a presença do PCC no estado, incluindo esquemas envolvendo postos de combustíveis e empresas com suspeita de lavagem de dinheiro. A repetição desses casos reforça a presença ativa da facção em Goiás.

















