domingo , 26 abril 2026
Goiás

Objetivo da Celg Telecom, que é oferecer telefonia e internet via rede elétrica, é inviável e não tem precedentes em nenhum lugar do mundo

A Celg Telecom foi criada há 10 anos com a intenção de aplicar, em Goiás, uma supostamente nova tecnologia que permitiria oferecer internet e telefonia através da rede elétrica a preço de banana.

Ano após ano, a empresa pagou suas despesas administrativas e os salários de diretores e conselheiros sem nunca gerar um só centavo de receita e sem avançar um milímetro no seu objetivo. Os gastos foram custeadas por repasses da Secretaria da Fazenda, que somente no ano passado transferiu R$ 1,2 milhão para a Celg Telecom pagar a folha e as contas, conforme denuncia neste sábado a coluna Giro, em O Popular.

Mas a ideia de disponibilizar telefonia e internet pela rede elétrica, que já está instalada e portanto teria um custo baixíssimo, é simplesmente inviável e não tem precedentes em nenhum lugar do mundo. Goiás, na verdade, copiou imprudentemente iniciativas das companhias elétricas do Paraná, de São Paulo e de Minas Gerais, que chegaram a testar o sistema e, há tempos, desistiram.

O motivo é simples: tecnicamente, não há como usar a rede elétrica para circulação de voz e dados. A fiação não é apropriada, os relógios e medidores não têm como ser adaptados e as interferências eletromagnéticas corromperiam as transmissões. Além disso, a evolução da tecnologia wi-fi, cada dia mais barata, inviabiliza economicamente qualquer “adaptação” da rede elétrica para voz e dados, se isso fosse possível.

A Celg Telecom, portanto, não passa de um cabine de empregos que já deveria ter sido extinto há tempos.

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