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sábado , 10 outubro 2026
GoiâniaImprensa

Enquanto um grande jornal como o Estadão assume posição e diz que chegou a hora de dizer “basta!”, O Popular tenta desclassificar as manifestações como “revanchismo e violência política”

Enquanto os grandes jornais brasileiros, como o Estadão, neste domingo, assumem posição firme e pedem um “basta!” para o desgoverno da presidente Dilma Rousseff, em Goiás O Popular faz o jogo do lulopetismo e tenta desclassificar as manifestações deste domingo como “revanchismo e violência política” – palavras do “cientista político” Pedro Célio dos Santos, que nunca escondeu a sua simpatia pelo PT, para se referir ao movimento pelo impeachment de Dilma, em reportagem assinada por Fabiana Pulcineli na edição deste domingo.

Para O Popular, existiria um “clima de tensão e acirramento” permeando as manifestações – colocação que ecoa o forte investimento dos petistas para amedrontar as pessoas com intenção de participar dos eventos.

A matéria de Fabiana Pulcineli também insinua que as manifestações dariam margem a “ações imprevisíveis e abalos na democracia”.

Segundo a jornalista, “cientistas políticos” estariam apontando a “polarização desmedida e crescimento da intolerância e agressividade como preocupantes”. De novo, aqui, o jogo de palavras para diminuir o comparecimento aos protestos.

O enfoque de O Popular para as manifestações é único dentre toda a imprensa nacional. O jornal, na prática, estabelece a mesma medida tanto para as manifestações pelo impeachment de Dilma quanto para ações de violência como a invasão da sua sede por baderneiros pagos pelo Movimento Sem Terra e pela CUT.

É uma vergonha.

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