sábado , 7 março 2026
GoiásImprensa

Com a desculpa de que o formato é “ergonômico”, O Popular vira tabloide para tentar se salvar da derrocada do jornal impresso em todo o mundo

A partir deste domingo, o jornal O Popular deixa de circular em seu tradicional formato standard e se transforma em tabloide – uma mudança que deve ter mexido com os brios do Grupo Jaime Câmara para ser assumida.

Apesar do esforço para caracterizar o tamanho reduzido como um avanço e um “pedido” dos leitores, a verdade é que se trata de um melancólico reconhecimento de que O Popular foi atingido na testa pela internet e pela popularização – sem trocadilhos – do seu acesso via smartphones.

A desculpa oficial, vendida em dois editoriais, é que o formato tablóide, bem menor, a que se atribuiu o sofisticado nome de “berliner”, é mais moderno e “ergonômico”, como se alguns centímetros a menos pudessem oferecem maior facilidade de manuseio de um jornal – que é lido com os olhos e não com as mãos.

Por trás de tudo isso, existe uma clara tentativa de redução de custos, para fazer face à nova realidade que esvazia o faturamento dos veículos de comunicação em todo o mundo: se temos a internet, quem é que aguenta ler hoje as notícias velhas e já pormenorizadamente sabidas desde ontem?

O Popular, em papel, não tem futuro. Virão outras “reformas” e, depois, o fim do jornal.

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