O tom agressivo e nervoso mostrado pelo candidato Lúcio Flávio Paiva, que disputa a presidência da Ordemd os Advogados do Brasil-Seção de Goiás, no debate com os concorrentes Flávio Buonaduce e Enil Henrique, passou a despertar uma inevitável comparação com o desempenho de Iris Rezende na campanha de 2014 – que o velho cacique peemedebista perdeu.
Nos programas de televisão e principalmente nos debates, Iris chegava espumar a boca de tanta raiva e ódio explícito. Não se preocupava com propostas e se concentrava em dizer, o tempo todo, que Goiás havia “acabado” e que uma “quadrilha” comandava o Estado. Gesticulava nervoso e irritado, atropelando as palavras e pouco se preocupando em expor o seu raciocínio com clareza. Uma piada corrente na época contava que, quando ele aparecia na televisão, as mães retiravam as crianças da sala.
Lúcio Flávio tem se comportado de modo parecido. No debate promovido pela rádio Vinha FM, estava ansioso, aflito e estressado. Usou expressões pesadíssimas, como quando, a certa altura, disse que era preciso enterrar a OAB Forte em uma “sepultura” bem funda. A falta de respeito com os adversários não foi retribuída, porque Flávio Buonaduce e Enil Henrique, nesse particular, mantiveram-se serenos.
Agora, em uma visita a uma instituição como a Maçonaria estadual, Lúcio Flávio voltou a desandar bem ao estilo Iris. Até o grão-mestre da instituição foi contaminado pela pancadaria e chegou a falar em “caixa preta” e em “irregularidades”, como sempre sem que se apresentasse qualquer comprovação. A visita, retratada em uma matéria publicada neste domingo pelo Diário da Manhã, não teve um único momento de discussão de ideias e propostas, transcorrendo exclusivamente em volta da preocupação em bater nos concorrentes.
Iris, com a mesma estratégia, perdeu feio em 2014.